Proteção Civil
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Espinho apela ao governo, empresas e cidadãos

Forças de segurança no terreno não são suficientes e algumas empresas/cidadãos não estão a respeitar o cerco sanitário a Ovar
O Município de Espinho está profundamente preocupado e faz apelo ao governo, às empresas e aos cidadãos.
As forças no terreno não são suficientes. Algumas empresas e muitos cidadãos não estão a respeitar as normas de saúde pública impostas, pelo que o cerco sanitário a Ovar está sistematicamente a ser furado.

Em função do estado de calamidade decretado para Ovar, no âmbito do problema de saúde pública COVID-19, foi imposto um cerco sanitário e uma restrição à circulação de pessoas desse concelho.
Uma vez que Espinho faz fronteira a Sul com o território de Ovar, e atendendo ao elevado número de casos infetados, o Presidente da Câmara Municipal acionou o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, depois da Comissão Municipal de Proteção Civil se ter pronunciado por unanimidade nesse sentido.
Para além das várias medidas estabelecidas na procura da elevação do nível de alerta, de contingência e de coordenação institucional, bem como o reforço do controlo da cadeia epidemiológica e das medidas de emergência social, tem sido efetuado um acompanhamento permanente ao fluxo de pessoas entre os dois concelhos.
É neste contexto de acompanhamento permanente que têm sido identificados atravessamentos constantes e absolutamente indesejáveis entre Ovar e Espinho, desrespeitando as condições impostas pelo cerco sanitário.
Tais situações têm-se verificado pela aparente insuficiência de forças de segurança no terreno e alguma descoordenação, mas também pelo lamentável incumprimento, das empresas e cidadãos, face às normas de saúde pública impostas.
É lamentável que as próprias empresas de Espinho e Ovar não tomem elas próprias, desde logo, a iniciativa de informar e sensibilizar os trabalhadores para o facto de não poderem atravessar o território sanitariamente delimitado. Ao invés, algumas delas até procuram obter salvos-condutos (livre trânsito) junto dos Municípios, pondo frontalmente em causa a segurança de todos.
É igualmente lamentável que muitos cidadãos procurem sistematicamente, movimentar-se sem respeito pelas regras definidas e, muitas vezes, por motivos absolutamente fúteis, removendo inclusive as barreiras colocadas.
Assim sendo, a Comissão Municipal de Proteção Civil de Espinho é consensual em afirmar que não estão garantidas as condições de cerco sanitário impostas e anunciadas, pois verificam-se sistematicamente movimentos de cidadãos completamente evitáveis.
Por esse motivo, no quadro da situação de emergência nacional e estado de calamidade decretado para Ovar, o Presidente da Câmara Municipal de Espinho, ouvida a Comissão Municipal de Proteção Civil, apela:
  • Ao Governo, para que diligencie de imediato o reforço do efetivo das forças de segurança presente no terreno, recorrendo, se necessário, à unidade militar do Regimento de Engenharia Nº3 situada entre Espinho e Ovar, para apoiar o processo de controlo de fluxos dos cidadãos;
  • Às empresas, para que instiguem os seus colaboradores a não se deslocarem entre Ovar e Espinho e se pugnem elas próprias pelo cumprimento da lei face ao quadro de emergência que vivemos;
  • Aos cidadãos, para que cumpram escrupulosamente as medidas de saúde pública estabelecidas e para que não se desloquem entre Ovar e Espinho a não ser por motivos absolutamente imperiosos.
O respeito pelo cerco sanitário decretado para Ovar é uma medida absolutamente necessária para proteção e salvaguarda de todos nos tempos que correm, e merece especial preocupação no dia em que, em Espinho, já se somam 8 casos positivos de infeção por COVID-19, dois deles internados, um em estado grave.
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